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27 janeiro, 2006

03) Brasília Kubitschek de Oliveira, por Ronaldo Costa Couto


Longamente pesquisado, fácil de ler, profundo e também leve e divertido, BRASÍLIA KUBITSCHEK DE OLIVEIRA, de Ronaldo Costa Couto, é obra de referência da MINISSÉRIE JK, da Rede Globo de Televisão.

BRASÍLIA KUBITSCHEK DE OLIVEIRA (5ª edição)
Ronaldo Costa Couto
400 páginas / Caderno iconográfico
Formato: 14 x 21 cm
Preço: R$ 40,90
ISBN: 85-01-06135-2

Trata-se de uma síntese da vida e obra de JK, com foco na epopéia da construção de Brasília. Conta quem foi e o que fez o presidente do desenvolvimento, dos cinqüenta anos em cinco e da democracia. O mais popular, alegre e feliz que o Brasil teve. E explica como e por que ele depois sofreu tanto e morreu três vezes.
Costa Couto revela e analisa os motivos que levaram Juscelino a construir Brasília e traça perfil original do fundador, com dados sobre o homem JK e sua trajetória, hábitos e costumes, família e amigos. Mergulha também na história de outros criadores de sonhos: Oscar Niemeyer, Lúcio Costa, Burle Marx, Israel Pinheiro, Bernardo Sayão, além dos candangos que ergueram a cidade tão sonhada, amada e também criticada.
Por que um lugar tão distante para ser a capital do país? Por que a decisão de ocupar o interior, que JK chamava de “o maior deserto fértil do mundo”? Governar do Rio de Janeiro era perigoso? A tragédia de Vargas pesou? Brasília: a capital da inflação ou alavanca do desenvolvimento e redescoberta do Brasil? A obra aborda essas e muitas outras questões que marcam a história de JK.
BRASÍLIA KUBITSCHEK DE OLIVEIRA mostra que os partidos de oposição viam na construção da nova capital o túmulo político de JK. Não acreditavam que fosse possível fazê-la em menos de quatro anos, em pleno sertão.
Coisa de louco? Obra faraônica, capital da roubalheira, matriz da crônica inflação brasileira ou audacioso projeto de afirmação e integração nacional? O que mudou no desenvolvimento do país depois da cidade? Afinal, o que é Brasília? Para JK, um sonho, desafio, instrumento de desenvolvimento, necessidade e saída política. Para Niemeyer, sonho de um presidente que amava o seu país. Para Roberto Campos, um bazar de ilusões e perfeito exemplo de mau gosto monumental. Para Gilberto Freyre, uma cidade não brasileira. Para a Unesco, patrimônio cultural da humanidade. Para os brasilienses de hoje, um bom lugar para viver, trabalhar, criar família.”
Em BRASÍLIA KUBITSCHEK DE OLIVEIRA, descobrimos os motivos de tanta polêmica. Ali o Brasil parecia dar certo, com a economia em disparada, a marcha para o interior, a industrialização acelerada, o desemprego baixo, auto-estima em alta, o brilho da liberdade e da democracia no auge da Guerra Fria. Qual o segredo disso?

O escritor Ronaldo Costa Couto é doutor em história pela Universidade de Paris-Sorbonne (Paris IV). Economista pela UFMG, foi jornalista, pesquisador e professor universitário. Homem público, comandou a Secretaria de Planejamento do Rio de Janeiro (governo Faria Lima) e a de Minas Gerais (governo Tancredo Neves). Ministro do Interior no governo Sarney, acumulou essa função com a de governador de Brasília no início de 1985. Ministro-chefe do Gabinete Civil da Presidência da República no triênio 1987-89, dirigiu também o Ministério do Trabalho no final de 1988. É autor dos livros Tancredo vivo (1995), História indiscreta da ditadura e da abertura (1998), Memória viva do regime militar (1999) e A história viva do BID e o Brasil (1999), publicados pela Editora Record, e de Matarazzo (2004), pela Editora Planeta do Brasil, de São Paulo.


“A leitura apaixonante de Brasília Kubitschek de Oliveira reafirmou em mim a vontade de escrever uma minissérie sobre JK, pois a sua história, aliada à da construção de Brasília, constitui uma das sagas mais emocionantes do Brasil.”
Maria Adelaide Amaral, escritora, autora da minissérie JK


“Uma obra leve, inteligente e culta.”
— Fábio Lucas, escritor e crítico literário


“É quase uma biografia do presidente, tecida sob o prisma da cidade que ele criou.”
— Gilberto Felisberto Vasconcellos, professor, escritor, articulista da Folha de S. Paulo


“Que trabalho de pesquisa e que sutileza de escrita!”
— Nirlando Beirão, jornalista e escritor


“Um relato riquíssimo da história recente do nosso país.”
— Francisco Weffort, sociólogo, professor, homem público


“O Juscelino que mora neste livro é o legítimo, o verdadeiro, o real.”
— Affonso Heliodoro dos Santos, escritor, assessor, confidente e
guardião fiel da memória de JK

TRECHO DE BRASÍLIA KUBITSCHEK DE OLIVEIRA, 5ª EDIÇÃO/2006, EDITORA RECORD, RIO DE JANEIRO.
Céu de JK
Diamantina, Vale do Jequitinhonha, Minas Gerais, 16 de abril de 2005. A nascente equipe da minissérie JK, a ser exibida pela Rede Globo de Televisão a partir de janeiro de 2006, percorre a cidade de Juscelino em dois carros. Num, a escritora Maria Adelaide Amaral, o diretor-geral Dennis Carvalho e este autor. No outro, o escritor Alcides Nogueira e o diretor Vinicius Coimbra. Entusiasmados, zanzam por toda parte, vêem tudo, perguntam, reviram o velho cartão postal. Da casa em que nasceu JK aos pés das jabuticabas que ele adorava; da Igreja de São Francisco ao Seminário Diocesano, à casa de Xica da Silva e até o cemitério. Uma correria doida, suavizada pela cordialidade dos diamantinenses e belezas do lugar. Quase seis da tarde, fim do giro, início da volta à pousada. Todos exaustos, mas felizes.
De repente, bem no alto da montanha, Adelaide, que estava no banco de trás, olha para a direita, espanta-se, dá um grito, aponta o horizonte, agita-se, grita de novo, pede para parar o carro. Depois do susto, Dennis e eu também vimos: muito longe, na linha do céu com a terra, um arco-íris inexplicável. Dia seco, céu de brigadeiro, apenas algumas leves nuvens brancas. Descemos, namoramos a maravilha, fotografei, tentamos compreendê-la. Adelaide, emocionada até a última célula do coração:
– É um sinal de JK! Ele aprova o projeto!
____________
O escritor Ronaldo Costa Couto, economista, doutor em história pela Universidade de Paris-Sorbonne (Paris IV), é autor, entre outros, do livro Brasília Kubitschek de Oliveira (Ed. Record, Rio de Janeiro, 5ª edição nas livrarias), obra de referência da minissérie JK.

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